domingo, 6 de dezembro de 2009

AMOR RUBRO-NEGRO

Por tudo tu que representas pra mim
Oh! meu rubro-negro tão querido
Fidelidade e amor se misturam assim
Numa explosão que tantos julgam sem sentido.

Rubro, como o sangue do soldado que avante
Segue em meio a armadilhas e clarões
Negra é a cor dos olhos do gigante
Que avança no campo com seus valentes varões

Time de tantas glórias e de muita tradição
Títulos históricos contra os mais diversos rivais
Enchendo a maior torcida do mundo de emoção
Títulos históricos E títulos atuais!

De mansinho tu chegaste, meu amor
Um time humilde, quieto, bem armado
Fazendo calarem-se aqueles que com clamor
Disseram que lutavas para não seres rebaixado.

És tu, meu rubro-negro tão amado
Dono deste ano que conquista
E quanto a mim, solto um grito apaixonado
QUE ORGULHO DE SER FLAMENGUISTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Juliana Melo Paulo - poema escrito por mim, para o meu amado FLAMENGO hoje, dia 06/12/2009, o dia em que nos tornamos HEXA CAMPEÕES do Brasil!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cão Arrependido


Volta o Cão Arrependido
Com suas orelhas tão fartas
Com seu osso roido
E com o rabo entre as patas

Volta o Cão Arrependido
Com suas orelhas tão fartas
Com seu osso roido
E com o rabo entre as patas

"O verso é repetido 44 vezes...Volta o Cão Arre..." (Chaves)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Equilíbrio


A mente é a maior manifestação de poder do ser humano.
Ela polariza, atrai e repele em todos os nossos poros.
Mente sã, corpo são não é apenas mais um jargão.
Tenha pensamentos positivos.
Emane otimismo e felicidade, que estes serão emanados para ti.
Não tenhas a mente vazia, nem permita sê-la esvaziada.
Veja um bom filme, pense e reflita, e ria, ria sem parar.
Permita-te esta dor de barriga.
Leia um bom livro, não pares, se não quiseres dormir, não durmas.
Terás muito tempo para dormir.
Ore a Deus. Ele CERTAMENTE te responderá.
Peça ajuda, grites por socorro.
É surpreendente quanta gente se mobilizará a teu favor.
Sinta dor pelos outros, sofra pelo sofrimento alheio.
Mas mude, faça a diferença.
Não chores apenas.
Lágrimas não resolvem nada.
Lute.
Não te lembres da natureza apenas diante de catástrofes naturais.
Ame as plantas e os animais.
São nossos irmãos.
Sirva-te, mas sejas consciente.
Não te conformes com a maldade.
A maldade não pode se ajustar a nós, e nem nós devemos nos ajustar a ela.
Busque o equilíbrio entre teu corpo, tua alma e teu espírito.
Emane luz a esse mundo. Emane luz para dentro de si mesmo.
Luz branca e brilhante.
Plante amor e colherás amor.
E sejas feliz.


Juliana Melo Paulo

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Metade

"Que a força do medo que eu tenho,não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acreditonão me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amoseja para sempre amadamesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falonão sejam ouvidas como precee nem repetidas com fervor,apenas respeitadas,como a única coisa que restaa um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir emborase transforme na calma e na pazque eu mereço.
E que essa tensãoque me corrói por dentroseja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afastee que o convívio comigo mesmose torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,um doce sorriso,que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mimé a lembrança do que fui,a outra metade eu não sei.
Que não seja precisomais do que uma simples alegriapara me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silênciome fale cada vez mais.
Porque metade de mimé abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicarporque é preciso simplicidadepara fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéiae a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,e a outra metade...também"


Ferreira Gullar

domingo, 1 de junho de 2008

A Vida de Maricotinha - Cap. II


Ao abrir os olhinhos, Maricotinha olhou ao seu redor: todo o ambiente lhe parecia estranho. Não conseguia se situar. As luzes eram muito fortes, e machucavam seus olhinhos. Logo pôde perceber que não estava em casa. Viu que estava em uma redoma, como se fosse uma caixinha transparente cheia de tubos encaixados, que a isolava do ambiente. Maricotinha ficou um bom tempo pensando, tentando descobrir o que havia lhe acontecido. Uma confusão tomou conta de sua cabeça, deixando-a tão cansada que voltou a dormir.
Acordou assustada, sem noção de tempo. Abriu os olhinhos e viu uma mulher simpática, com cara de cavalo e vestida de branco, tirando-a da redoma. Foi aí que pôde ver que estava numa sala com outros bebês, estes também em outras redomas. Do lado de fora da sala, sorrindo estavam um homem e uma mulher. A mulher era pequena, cabelos curtos, pretos e lisos. O homem era mais alto, gordinho e barbudo. A moça de branco entregou-a para a mulher, que pegou-a no colo com cuidado, dizendo:
__ Olá, minha querida. Como esperamos por você! Agora poderemos, finalmente, levá-la para casa.
Maricotinha logo compreendeu que aqueles eram seus "pais". No colo da "mãe", Maricotinha ia perdendo de vista a sala, a moça de branco, o corredor, o hospital... Mas alguma coisa acontecia que tirava sua atenção de tudo isso: aquele homem barbudo. Ele a intrigava, transmitindo-lhe uma paz e segurança muito parecidas com as que sentia quando estava em casa. Ele a encarava sorrindo, e seus meigos olhos azuis pareciam querer dizer-lhe alguma coisa. No fusca branco, quando não podia mais encarar-lhe o rosto, Maricotinha observava a parte de trás da cabeça daquele homem. Pôde perceber, à luz do sol, que seus cabelos eram claros, quase loiros...


Escrito por Juliana Melo Paulo

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A Vida de Maricotinha - Capítulo I


Era uma vez uma menina desajustada chamada Maricotinha. Ela não servia para este mundo, e desde antes de nascer sabia disso. Quando mandaram-na para a Terra, Maricotinha implorou para não ir. Disse observar a humanidade a algum tempo, e ter a certeza de não se adaptar à ela. "O ser humano é mau, Paizinho, o ser humano é mau!" - repetia sofregamente. Mesmo diante de tantos apelos, seu Pai parecia irredutível: "Terei de mandá-la, mas não se preocupe minha filha. Alguém a aguarda a algum tempo. Ha 29 anos terretres enviei um homem com uma missão. Mas preciso dele de volta. Mandarei você para que aprenda com ele, e quando julgar-te preparada, trarei-o, e tu continuarás sua missão."

Ainda assim, Maricotinha não queria ir.

Maricotinha foi crescendo na barriga de sua mãe, sabendo do inevitável: um dia teria de nascer. E sua mente arquitetou, durante nove meses, uma maneira de evitar isso. No dia do parto, Maricotinha agarrou-se como pôde no cordão enfiado no seu umbigo, e decidiu que não sairia dali. Mas logo percebeu que aquilo não adiantaria, uma vez que suas mãozinhas frágeis não conseguiam mais fazer força para segurar o cordão. Numa luta desesperada, Maricotinha enrolou-se no cordão, tentando prender-se. Depois do mesmo ter dado duas voltar no seu pescocinho fino, ela percebeu que não conseguiriam tirá-la dali. Logo o ar começou a faltar-lhe. Mas Maricotinha não teve medo. Apenas fechou os olhinhos e esperou. Logo estaria de volta à sua casinha.



Escrito por Juliana Melo Paulo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

?


Existem níveis de felicidade?
Quais seriam estes?
Qual a representatividade
em nós mesmos
que possa responder esta questão?
O positivismo traz a memória
de fatos bons e agradáveis?
De que vivemos?
Memórias criadoras de ilusões?


Escrito por Juliana Melo Paulo