sábado, 2 de junho de 2007

Corre, irmão!


Pés fronte pés.
Ação, razão, emoção...
Ócio, insanidade, indignação, falta de reação...
Ouça o barulho da sirene.
A caça, luta pelas cabeças dos animais de pequeno porte.
Corre ladrão,
para que não te peguem de calças na mão.
Querem livre uma gente que desconhece o real sentido de liberdade.
Corre, irmão!
E não vá dizer que queres apenas pão.
Não os faça zombar de tua situação!
Luta escravizada pelo direito de opinião.
Marque as opções que lhe forem dadas. Apenas uma delas.
Quem sabe não darás a sorte de ser a mesma opção.
E, assim, entoarás vivas à democracia, e louvarás o direito de escolha.
É assim que eles mantém o teu cérebro à mão.
Lavagem. (Gente higiênica, não?)
Deixe que o asfalto recolha este sangue.
Suga-me, terra, elemento rei, digno de todo o respeito e admiração.
Não havereis de negar quem retorna pro teu chão.
Ouço o barulho da sirene.
Não há mais fôlego.
Não há mais força.
O barulho, distante. Notado apenas por quem tem o ouvido colado ao chão.
Corre, irmão...


Escrito por Juliana Melo Paulo Munhoz

Nenhum comentário: